quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Poesia IV

As margens do final da alegria anônima
Um pseudônimo se funda sua harmonia
Dê-me sentido para as coisas que vivo
Pois sem o seu rumo eu agonizo

Somos os rótulos que nos empregam
As máscaras são as que me negam
Serão a base de meu futuro lúdico
Inerte nas suas palavras que me faz único

Mergulho na lama em que insisto dizer que é mar
Se for o que você me diz ser
Vou negar a minha existência ao amar
E afundar cada vez mais que me debater

Não é você quem mentes para mim
Sou eu que aceito as suas verdades
Eu sou a sua criação
Eu sou a mentira de uma realidade

Ainda repouso sobre lamúrias de minha vida
Base segura da estagnação
Cheia de códigos de indagação
Que não levam mais do que a perturbante dúvida

Salvo na paz de não precisar ser eu mesmo
Mas com meus desejos enfermos
Aprisiono-me na certeza da cura
A qual virá por meio da sua morte estúpida.

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